LAERTE RAMOS

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Armamento Próprio, por Armando Queiroz - 2014

O Museu Casa das Onze Janelas é uma unidade integrante do Sistema Integrado de Museus e Memoriais da Secretaria de Estado de Cultura do Pará, tendo surgido em 2002, já com um perfil museológico bem definido, de ser um espaço de pesquisa, difusão e reflexão sobre a arte contemporânea brasileira. Desta forma, promove ações museológicas preocupadas com a promoção de intercâmbios culturais, com a difusão do conhecimento da arte e com a inserção do artista em seus espaços expositivos realizando exposições que discutem a arte produzida na contemporaneidade, sendo um lugar onde o artista pode ousar em suas experimentações e apresentar o processo de sua pesquisa. O Museu direciona, também, sua atuação com a preocupação de contribuir com o campo das artes visuais local e nacional, através de ações que envolvem sua ampla coleção de arte contemporânea brasileira, uma vez que é através do seu acervo, que o Museu torna possível o desenvolvimento de ações de pesquisa para produção, realização e difusão de projetos educacionais. Detentor de um expressivo acervo de artes visuais, o museu preocupa-se em trabalhar ações de desvelamento das particularidades de obras e artistas que compõem suas coleções, bem como, em buscar maneiras que propiciem a ampliação e atualização deste acervo, formado por aproximadamente 2.300 obras de arte moderna e contemporânea, entre pinturas, esculturas, gravuras, desenhos, fotografias, construções artísticas e vídeo-arte, entendendo que o acervo é um patrimônio fundamental para um museu, tornando-se um organismo vivo e irradiador de conhecimento. Confirmando este desejo de provocar novas reflexões sobre a produção recentíssima da arte no país, o Museu Casa das Onze Janelas sente-se honrando em receber o conjunto de obras denominado Arma Branca de Laerte Ramos, artista que vem oxigenar e atualizar através desta doação o significativo acervo deste museu. Trata-se de um grande bloco contendo uma centena de armas feitas em cerâmica, replicas “abrinquedadas” de armas reais e letais em contraponto àquelas vendidas em lojas de brinquedos. Desta maneira, conjunto burla a compreensão imediata, turva a realidade. Espelho e reflexo dos dias atuais onde as guerras observadas em tempo real mais parecem jogos de videogame. Como não se lembrar do horror apresentado mundialmente de um gigantesco helicóptero fortemente armado que destroça um único ser humano em frações de segundo? Este mesmo ser humano tão frágil quanto nos propõe Laerte Ramos em suas armas de cerâmica esmaltadas de preto, armas que refletem o espaço expositivo e a nós mesmos. Tão frágeis, quanto a nossa necessidade estúpida de portar armas.